Em tempos de Coronavírus, como fica a nossa mente?

Leide Oliveira

Psicóloga – CRP 01/22549

A ameaça da pandemia causada pelo novo coronavírus (Covid-19), pode trazer diversas consequências para a saúde mental. Como devemos trabalhar nossas emoções nesse cenário? 

Diversos estudos mostram que isolamento social leva a diversas ações que podem ser prejudiciais à saúde física e mental, por exemplo: alterações de humor, autoestimabaixa, comportamento antissociais, agressividade, desenvolvimento de patologias, principalmente, a ansiedade e depressão.

As informações chegadas pela mídia e redes sociais sobre o codiv-19, deixam as pessoas muito ansiosas.

O grande perigo em qualquer gestão de crise é o desencontro de informações que chegam a cada minuto dentro das casas, deixando a população mais insegura com os dadosrecebidos, aumentando ainda mais o grau de ansiedade.

Para essas pessoas que já tem uma predisposição de ansiedade, nesse momento de isolamento social, o melhor a fazer é afastar um pouco dessas informações, buscar outras coisas para fazer, criando uma rotina diferenciada com atividades que envolvam os filhos ou outras pessoas do seu convívio.

Como por exemplo, sentar com a família e estabelecer as atividades que serão feitas no decorrer do dia tais como:

a) Hora de dormir e acordar;

b) Atividades que serão feitas no decorrer do dia;

c) Assistir televisão em horários definidos;

d) Filtrar o máximo as informações que chegam;

e) Dividir as tarefas domésticas com os membros da família;

f) Compartilhar as informações, buscando um consensopara que consigam, nesse período de isolamento, uma boa convivência;

g) Usar outras ferramentas do celular, tais como: WhatsApp, Skype, etc. para conversar ou brincar com amigos ou parentes.

É bom ressaltar que esse confinamento caso não seja bem gerenciado poderá  afetar as famílias psiquicamente.É preciso ficar atento nas mudanças de comportamento entre os membros da família e evitar o julgamento.

Outro fator que se deve ficar atento é com a solidão que pode ser um desafio tanto para quem vive sozinho quanto para os idosos, que, como grupo de risco para a doença, podem sofrer mais com os impactos do isolamento.

Para lidar com essa situação e não desenvolver quadros depressivos, é preciso que o idoso aceite essa condição que lhe foi imposta temporariamente, não como um abandono, mas como uma forma de protegê-lo do convid- 19.

Dentro dessa perspectiva de conscientização, os impactos na saúde mental podem diminuir bastante.

É importante para os idosos se manterem conectados com outras pessoas por telefone ou mesmo online, pra diminuir a ansiedade que por ventura esteja sentindo.

Nas redes sociais, psicólogos do Brasil inteiro estão se mobilizando para fazer atendimento online para os profissionais de saúde que estão no enfrentamento diretocom o vírus, sejam eles médicos, enfermeiros, voluntários e toda a sociedade que venha precisar de atendimento psicológico para passar por esse período de isolamento social e o pânico causado por um “vírus invisível”.

Para aqueles que já submetem algum tratamento psicológico e psiquiátrico é fundamental a continuidade dos mesmos, pois o avanço tecnológico nos propicia fazê-lo com a mesma qualidade e ética nos atendimentos.

Em tempos de Coronavírus, como fica a nossa mente?

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